
Saudações
.Bom nesse meu excitante final de semana acabei vendo um filme que me tirou a atenção mostrando uma experiência que eu jamaz havia pensando que existiria.''Escafrando e a borboleta'' é a história de Jean-Dominique Bauny redactor-chefe de uma revista francesa que em Dezembro de 1995, acaba tendo um acidente vascular cerebral mergulhou Jean-Dominique Bauby em coma profundo. Ao sair dele, todas as suas funções motoras estavam deterioradas: ele não podia mexer-se, comer, falar e nem mesmo respirar sem ajuda de aparelhos chamada de syndrome locked-in uma doença rara. Em seu corpo inerte, só um olho se mexia. Esse olho ? o esquerdo ? é o vínculo que ele tem com o mundo, com os outros, com a vida. E é mexendo a pálpebra desse olho que ele consegue ?escrever? um livro que é então o ''Escafandro e a borboleta'' que só agora foi feito seu filme.
.Jean-Dominique Bauby apenas se comunicava com o olho esquerdo com ele chamava também a atenção do seu visitante para as letras do alfabeto, formando palavras, frases, páginas inteiras. Assim escreveu este livro: todas as manhãs, durante semanas, decorou as suas páginas antes de ditá-las, depois de as ter corrigido mentalmente durante a noite.
.Uma pequena parte do começo de seu livro: "Por trás da cortina de pano roída pelas traças, uma claridade leitosa anuncia a aproximação da manhã. Doem-me os calcanhares, sinto a cabeça apertada num torno, e todo o meu corpo está encerrado numa espécie de escafandro. O meu quarto sai lentamente da penumbra. Observo pormenorizadamente as fotografias dos meus queridos, os desenhos das crianças, os cartazes, um pequeno ciclista de folha enviado por um camarada na véspera do Paris-Roubaix, e o cavalete que sustenta a cama onde estou incrustado há seis meses como um bernardo-eremita sobre o seu rochedo.''
.Jean faleceu a 9 de Março de 1997, mas deixou este seu testemunho impressionante, bem escrito, e melhor traduzido, do que é ter um intelecto vivo dentro de um corpo morto.
.O incrível é como uma simples pálpebra pode escrever um livro e como um ser humano quase 'vegetal' pode perceber que ainda não está morto e que pode sim fazer coisas,vamos dizer que ele sabe que seu corpo está morto mais sim ele sabe também que ainda existe imaginação e criatividade dentro de sua mente e quer mostra-la ao mundo.Essa é uma bela lição de vida para todos nós que estamos aqui perfeitos podendo falar,comer,andar e ainda sim reclamamos e colocamos dificuldades na frente de qualquer atividade quão pequeno é o nosso problema em vista da grandeza dos problemas de outros.
me despeço.
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